Eu costumava manter diários. E a verdade é que eu raramente os lia. Havia escritos sobre fones de ouvido que eu gostaria de reler. Mas o resto, não.
Acreditava que guardar memórias escritas, das quais eu nem mesmo recordava, era algo valoroso.
Hoje penso que o que havia de aprender ali está internalizado. Em algum compartimento do museu interno que nem tenho acesso, só existe.
Além disso, têm as coisas que não aprendo. A gente não consegue aprender tudo, certo?
Ainda quero aprender a costurar.
Costumava escrever mais, mas não necessariamente melhor.
É como resumir um crescimento em sacos de lixo.
É como desapegar de tinta de caneta gasta.
É como se soubesse que posso escrever mais ainda, mais e mais e mais e mais.
29/12/2014

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