o sair do buraco sempre tem uma cara diferente depois que olhamos de cima
já tentei fazer listas com passos enumerados. 1) tome um banho bom; 2) ouça uma música que signifique pra você; 3) passe um cafezinho novo, coma com o que você gosta - se tiver empada, eu quero. e segue a lista. ela fica bonita no papel, dá um tanto de esperança talvez, mas sempre é diferente.
nos últimos dias tropecei num buraco já conhecido: convivência com as desavenças da minha família, as pessoas com quem divido as paredes da minha casa. não é por já estarmos nesse barco a naufragar há tanto tempo que a tarefa ficou mais fácil, também não consegui deixar a água entrar (cada vez mais rápido) sem me importar a ponto de sempre pegar uma vasilha pra jogar a água pra fora, mesmo que eles estejam com mangueiras na mão, enchendo o tal barco, fadado ao fracasso.
li em algum lugar hoje sobre nós precisarmos nos desvencilhar de problemas que não são nossos. ou não deixar o abatimento chegar sempre da mesma forma nociva até o nosso interior tão frágil.
hoje, sozinha em casa, pensei que seria um dia melhor que ontem, mas não começou tão diferente. pequenos problemas me chegaram com pressa, não me deixaram acreditar muito na mudança do dia, pensei que não está sendo tão fácil ou rápido dessa vez. felizmente a vivência me ensinou que passa. já estou no lucro, considerando que parecia - um tempo atrás - que nada poderia melhorar, tudo só ruía. isso não é verdade.
facilidade não tem. mas sempre me deixa feliz pensar que as palavras me ajudam. queria escrever melhor. queria escrever mais. queria ouvir mais músicas bonitas como as que hoje estou conhecendo com calma do trio Tuyo.
sagrado seja o tempo e o exercício de tirar de si amarras de sentimentos.
05-01-19
