sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

vinte e cinco anos de sonhos

tenho vinte e cinco anos de sonho e de sangue e de América do sul.

eu ia começar esse texto dizendo que tenho apenas 25 anos, mas quando a frase se formou na mente, ela pareceu meio cantada e eu lembrei que era Belchior, aí meus olhos deram uma fraquejada (ou humanizada, eles lubrificaram e isso nunca me pareceu fraquejada - expressão meio ruim nesse contexto e em tantos outros, né, Brasil?

sobre o Brasil, tem sido duro, mas como a Sarah disse no blog dela, é preciso tentar impor limites para as notícias negativas. elas chegam em loop se a gente se permitir e isso só nos deixa no fundo de um grande poço. é importante refletir sobre o que estamos fazendo de bom pelo próximo ou por nós mesmas. de janeiro pra cá, consegui enxergar pequenas boas ações que desenvolvi nesses dois campos: com os outros e comigo mesma e, por isso, me considero lucrando bastante nesse início de ano, de modo pessoal, claro (e não econômico diga-se de passagem - quem me dera).


hoje tá sendo um dia particularmente conturbado. eu comecei a escrever aqui com 10 minutos livres antes de ir pra aula de reforço que darei, tem sido difícil até pra escrever. encontrar o tempo disponível e a energia necessária pra escrever à mão no caderno como eu prefiro. digitar me pareceu uma boa saída e aqui estou eu.

hoje comecei as anotações e preparativos para a prova oral do mestrado, a boa e velha entrevista. tô nervosa, claro, mas preciso enfrentar. nem parece real já estar aqui, é como dizem: "já é uma vitória". a prova passou, fui aprovada e consegui desenvolver textos dos quais me orgulhei de alguma forma. gosto de salientar que a prova foi estudo e sorte e espero levar isso pra vida porque deve se aplicar a boa parte das provas que eu ainda farei: estudo e sorte. sorte pra lembrar do que li na hora, sorte pra cair algo que eu de fato tenha lido e assimilado; estudo porque é essencial. não adianta.

além de estar enrolada com essa segunda fase do processo seletivo e ansiosa por isso, hoje me chegou um vídeo do Hélder, novo governador do Pará, dizendo que dia 22 de fevereiro, daqui a uma semana, haverá uma nomeação da SEDUC. não é certo que eu esteja dentro dessa, mas há chances e isso me deixa maluca quase puxando os cabelos: tem muita coisa envolvida. é natural estar assim, é natural, mas não tá fácil.

no mais, escrevo para tentar desanuviar a mente, não é um método 100% eficaz, mas me ajuda desde que eu me lembro. a escrita cura, salva. a leitura também. aliás, tô com saudade de ler um bom romance. as leituras estão em falta na última semana com tudo que tem acontecido, a situação de saúde da vovó e tudo mais. é isso. talvez eu deva publicar isso. um diário de bordo. eu gosto tanto de ler os blogs de algumas pessoas, quiçá o meu próprio não desperte isso em algumas pessoas. bjos pra quem lê e luz pra gente.

pamela. 15-02-19. 15:00h