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quarta-feira, 4 de abril de 2018

maria laura

andando pelas redondezas da minha casa, 17:40, o sol ainda baixando, pude ver o quanto as luzes desse horário são bonitas e projetam muiraquitãs nas paredes e as nuvens fazem traços no céu. hoje havia tons de rosa e uma lua para abrilhantar um pouco mais. 
de vez em quando, percebo que não vemos mais o céu, andamos com pressa e seguimos pegando ônibus e entrando e saindo de lugares fechados. assistimos aulas, vamos à academia, trabalhamos. e o céu todo dia é majestoso. o vento das quase 18h tocou minha pele, meus cabelos arrepiados se mexiam. comprei pão, voltei, observei. conversei com a vizinha da frente enquanto a bebê de dois meses dela sorria pra mim.
agradeço.
há tanto embaraço sim, o tempo todo, mas também há tanto raio solar.
às vezes precisa de tão pouco.

10/11/2016

andar, remar, chorar


uma vez tirei uma foto desses verbos em um livro que contava a história das línguas. nunca terminei a leitura, mas gosto muito dessa foto, meio embaçada, contendo os desenhos para essas palavras: andar, remar, chorar.
percebo que são as coisas que tenho feito. andar, quando consigo me movimentar em meio ao marasmo; remar, quando as coisas aumentam as dificuldades, estou num barco pequeno, remando contra uma maré furiosa; chorar, quando a água entra no barco, me molha de uma forma que eu não gostaria, mas aceito. chorar acalma o meu interior, de certa forma, mas não posso dizer que alivia tudo. nada faz isso.
hoje foi um dia punk e já vivi mais dias punk do que gostaria de admitir. mas tudo certo, tudo andando, remando e chorando. de qualquer forma, sempre volto a andar.

27/09/2017