quinta-feira, 29 de março de 2018

Casas




em meio ao caos do deslocamento de ônibus, saindo da pratinha pro centro, ouvia o disco novo do Rubel, que acordei mais cedo pra baixar do youtube e levar no cartão de memória, eu ainda sou desse tempo, pré-spotify.

na parada e no ônibus, tava tudo bem, eu estava ouvindo as faixas normalmente. o caos e o motorista que achava que além dele não tinha ninguém e dirigia de forma maluca talvez tenham me provocado. o caos, a rua, o sol, a música.

a "intro" que traz acordes do primeiro disco; "mantra", que tenta me fazer ser menos cética; "fogueira", a música que precede "partilhar" naquele vídeo promocional da Natura, lembra? votei demais pra ele ganhar, ganhou. aqueles violinos tão bonitos como uma música ideal pra fazer uma entrada de casamento, lindo, lindo. eu precisava conter lágrimas. então começou "explodir", foi difícil, sim. acho que talvez tenha parecido esquisito pra quem reparou (será que alguém fez isso?) uma pessoa que lagrimava no ônibus rumo à Presidente Vargas. não saberiam que eram lágrimas de amor. "colégio", quando começou, parecia ouvida pela primeira vez de novo. que melodia, que introdução, que letra linda. pareceu ser sobre infância, adolescência, vida, amor. sempre sobre amor. Rubel, quando te conheci eu tinha 18 ou 19 anos, embalaste desilusões, tristezas, baques. eu torcia para que aquelas baladas de amor embalassem algo além disso, embalaram. voltaram a embalar saudade. depois desprendimento. então trouxeste "partilhar" e, de novo, eu torcia pra que embalasse algo novo e verdadeiro, embalou. embala.

02/03/2018

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